26.6.09

Viva aos relacionamentos duradouros!

Estava comentando um post delicioso no blog Eles e Elas que sigo e resolvi escrever um pouquinho aqui também sobre o assunto.
  • O que é um relacionamento em crise?
  • Como sobreviver ou superar essa fase? Se é que é uma fase apenas...
  • Vale a pena investir?

Perguntas aparentemente complexas, mas que no fundo não necessitam de teorias comportamentais complicadas, Freudianas para uma resposta absoluta, mesmo porque, não há resposta absoluta quando se trata de relacionamento. Costumo dizer que não há receita que garanta que o bolo não vai solar. Relacionamento é sentimento, não é ciência exata. A gente tem que seguir o instinto, o coração, mas sem esquecer o amor próprio e o bom senso, é claro.

Pelo o que costumo ver a minha volta, minha love story não segue muito o padrão, diría que é meio que um conto de fada moderno...rsrsrs. Sou casada há 15 anos com o homem que foi meu primeiro namorado. Tadinha? Não, calma gente, o mais bonito em nossa história é que fomos reciprocamente os primeiros namorados ( está correto isso? Ahh, acho que vocês me entendem) mas não os únicos. Namorávamos e, como éramos muito novos, eu 12 e ele 15, brigávamos muito, desmanchávamos , namorávamos outros, mas quando nos reencontrávamos, olho no olho, sabe o aquela estória dos fogos de artifício, do coração acelerado, pois é, era assim mesmo; lá estávamos nós juntos de novo. Essa história de encontros e desencontros durou 8 longos e agitadíssimos anos até que finalmente subimos ao altar e aqui estamos nós até hoje.

Uffa! Então são 8 + 15? É isso mesmo? Siiiimmmm!! São 23 anos em comum, com muito orgulho e sem nenhum marasmo! Somos um casal eternamente de namorados. Temos uma vida muito legal, animada, saimos pra dançar com frequência, barzinhos e tudo o que namorados costumam fazer, até motel faz parte de nosso roteiro de saídas ( sim, porque sexo, amigos, pode ser muito bom, diria até melhor do que antes, com muita intimidade, segurança e experiência adquirida,rsrs). Tudo isso é importantíssimo para evitar a rotina ruim, é porque existe a rotina boa também.

É uma delícia acordar juntos sempre, passar o fim de noite juntos, aninhados no sofá, dividir as conquistas e os problemas das crianças, fazer compras, dividir tarefas de casa, esse tipo de coisa, isso dá segurança , são as peças que formam o quebra-cabeça do relacionamento.

E as crises? Não existem? Claaaro que sim! Sem elas, a rotina ruim já teria tomado conta! Viva às crises! Brigamos, nos desentendemos por coisas à toa ( sabe, vou contar um defeito-perfeito do meu marido: ele tem mania de limpeza, e isso as vezes estressa todo mundo em casa! ), ficamos sem nos falar por algum tempo, já aconteceu de passarmos uma semana sem trocar uma palavra, sabe aquela guerrinha de nervos, quem vai ceder primeiro?? E eu, que tenho memória fraca, as vezes nem lembro mais porque estamos brigados! rsrsrs...mas vamos ver onde vai dar...por várias vezes eu cedi, por saudade mesmo, outras ele cedeu; muitas vezes nós conversamos depois sobre o ocorrido, outras nem foi preciso, o tempo apagou, passou; o importante é saber respeitar o espaço e o tempo de cada um. Mas fazer as pazes...hummm, é tudo de bom!

Como eu disse , todos temos um timing, com o tempo, aprendemos a sentir esse timing das pessoas, das brigas, de tudo o que nos acontece. Não adianta ficar insistindo num assunto que não vai levar a nada, só a mais brigas. Se esse deifeito dele te irrita, te tira do sério, já tentou mudá-lo e não conseguiu, por que não desistir? Dê a ele o tempo que ele precisa pra exergar com os próprios olhos que aquilo não te agrada e, se for possível, ele vai mudar, lentamente, mas também se não mudar, fecha os olhos, quantas vezes ele também não deve fazer o mesmo por você? O importante é saber que dois nunca viram um realmente, cada um deve continuar mantendo sua individualidade e , não pense que tudo o que você faz para agradá-lo, realmente o agrada e nem tudo o que ele faz que te desagrada, é feito com essa intenção, vocês pensam diferentes e tem prioridades diferentes. Aprenda a viver com isso. Mesmo que não entenda.

Quanto à minha última pergunta lá de cima, lembra do Drummond? " Tudo vale a pena se a alma não é pequena." E eu acrescento, "...e se o amor é grande o bastante."




8 comentários:

luluonthesky disse...

Acho bacana história de relacionamentos duradouros.
Big Beijos

Agrilla Bass disse...

Parabéns. Hj em dia os relacionamentos estão descartáveis e como me disse uma mulher "o bom de casar é que separar é fácil", isso me chocou, pq eu nao pensaria em casar, já pensando que poderia separar, casar pra que então.
Todo relacionamento tem altos e baixos e tem que ter, se a pessoa vale a pena... tudo vale!!!! bjjj parabéns pelo post. e obrigada por nos acompanhar

Ivana Millán disse...

Oi, Kátia!
Li seu post ontem, confesso, mas não sabia como comentar! Pensei, pensei...
Bom, em primeiro lugar, o que pensei foi "uau, falta gente no mundo com o gabarito da Kátia, que não tem frescura em se expor!". Depois pensei em tudo e reivindiquei: quero ir mais vezes aos motéis da vida! E quero estar consciente sempre de que separar não é nunca uma opção pra nós. Os baixos se transformarão em altos e a gente vai superar.
Nunca brigamos feio por aqui, temos menos de um aninho de casados, mas quando acontecer, a certeza de que somos a unha da carne do outro nos manterá, no fim, sentados conversando no sofá até resolver. Eu tenho fé. E as reconciliações maravilhosas nos deixarão livres de toda culpa, porque "o amor é grande o bastante!"

Ivana Millán disse...

Ah! eu e meu marido temos um blog para comentar coisinhas sobre a vida a dois. Não está ativado ainda, mas já te dou o endereço: losmannys.blogspot.com

Beijos!

Kátia Ruivo disse...

Humm, Ivana, to doida pra vcs ativarem logo esse blog pra trocarmos figurinhas...por mais que conselho nem sempre seja muito propício nessa área, ouvir experiências alheias é sempre enriquecedor e nos faz refletir sobre nossa própria atitude.

Ah, e obrigada pelo elogio!! beijosss

Ivana Millán disse...

respondendo lá do La Capu, sobre o episódio dos Simpsons:

Oi, Kátia!
hahaha... eu assisti esse episódio! 'Macacos selvagens, macacos selvagens!'
hahaha... muito doido!
Teve um no Peru também, muito engraçado... mas mais ainda é esse: http://www.tu.tv/videos/south-park-pandemia-part-1-spanish-sub, do South Park.. o nome é "Pandemic" e é sobre a epidemia de bandinhas peruanas de flauta que invadem os EUA e acabam com a economia do país. Olha, morri de rir!!! Os estereótipos são muito engraçados mesmo...

Beijos!

Danyelle Santos disse...

Apesar de não estarmos tanto tempo juntos como vc e Flávio, acho que fazemos parte desse grupo "casais eternos"...rs I hope so! Estou afirmando isso porque SEMPRE temos uma discussãozinha, já passamos por um problema difícil, mas estamos aqui juntos e quando brigamos, não falamos em separação... Até porque eu sou meio 8 ou 80, sabe? Separa pra sempre ou nem fala em separação! Esse negócio de separa e volta, separa e volta, comigo não dá. Além do mais, é tão booooom chegar em casa e ter ele lá, me esperando...rs

Beta disse...

Fico tão orgulhosa de você, sabia? Apesar de nem nos conhecermos pessoalmente, eu sei... mas fico.

Primeiro por se "despir" assim, e falar abertamente da sua relação conosco. Acho lindo e tão espontâneo.

Segundo por viver um relacionamento tão especial assim. Claro que não existe relacionamento sem problema, mas o principal não falta a vocês: amor e parceira.

Parabéns, viu?

Eu, infelizmente, estou na fase de entender que chegou ao fim. Essas fases nunca são fáceis, mas se estão aí para serem vividas, vamos que vamos, né?

Beijoca grande amiga!