16.2.09

Pessoas leves...

Recebi esse texto por e-mail e achei bastante interessante. Gostaria de compartilhá-lo com vocês...


A importância de perder peso (Martha Medeiros)

Vou ao supermercado e constato o crescimento do setor de dietéticos.
Abro revistas e me deparo com as exigências de se ter um corpo esbelto.
As clínicas de cirurgia plástica estão com a agenda lotada de homens e mulheres esperando sua vez para lipoaspirar, cortar, reduzir.
A sociedade toda conspira a favor da magreza, e de certo modo isso é positivo, ser magro faz bem para a auto-estima e para a saúde.
Mas não tenho visto ninguém estimular outro tipo de dieta igualmente necessária para o bem-estar da população. Encontro suco light, chocolate light, iogurte light, mas pessoas light são raridade.

Muita gente se preocupa em ser magro, mas não se preocupa em ser leve.
Tem criatura aí pesando 48 quilos e que é um chumbo. São aqueles que vivem se queixando. Possuem complexo de perseguição, acham que o planeta inteiro está contra eles. Não se dão conta da sua arrogância, possuem certeza de que são a razão da existência do universo. Estão sempre dispostos a fazer
uma piadinha maldosa, uma fofoquinha desabonadora sobre alguém.
Ressentidos, puxam o tapete dos outros para se manter em pé.
Não conseguem ver graça em nada, não relevam as chatices comuns do dia-a-dia, levam tudo demasiadamente a sério. São patrulhadores, censores, carregam as dores do mundo nas costas. Magrinhos, é verdade. Mas que gente pesada.

Ser minimalista todo mundo acha moderno, mas ser leve - cruzes! - parece pecado mortal. Os leves, segundo os pesados, não têm substância, não têm profundidade, não têm consistência intelectual: não são leves e, sim, levianos. Os pesados não conseguem fechar o zíper das suas roupas de tanto preconceito saltando pra fora.
Não bastasse a carga tributária, a violência, a burocracia e a corrupção, ainda temos que enfrentar pessoas rudes, sem a menor vocação para se divertir. Diversão - segundo os pesados, mais uma vez - é algo alienante e sem serventia. Eles não entendem como alguém pode extrair prazer de coisas sérias como o trabalho e a família. Não entendem como é que tem gente que consegue viver sem armar barracos e criar problemas.

Eu proponho uma campanha de saúde pública: vamos ser mais bem-humorados, mais desarmados. Podemos ser cidadãos sérios e respeitáveis e, ao mesmo tempo, leves. Basta agir com mais delicadeza, soltura, autenticidade, sem obediência cega às convenções, aos padrões, aos patrões. Um pouco mais de
jogo de cintura, de criatividade, de respeito às escolhas alheias.

Vamos deixar para sofrer pelo que é realmente trágico e não por aquilo que é apenas um incômodo, senão fica impraticável atravessar os dias.
Dores de amor, falta de grana e angústias existenciais são contingências da vida, mas você não precisa soterrar os outros com seus lamentos e más vibrações. Sustente seu próprio fardo e esforce-se para aliviá-lo.
Emagreça onde tem que emagrecer: no espírito, no humor.
E coma de tudo, se isso ajudar.

2 comentários:

Danyelle de Oliveira Santos disse...

Amei esse texto!!!!!!!!!!!

Danyelle de Oliveira Santos disse...

Curiosidade:

Crizo is a short name for Crisólita.

Origem do nome:

* Os gregos a conheciam como "pedra de ouro"

* As colorações variam do amarelo ao verde.

História:

* Chamada de Topázio pelos antigos, a Crisólita era um pedra importante para os Egípcios que diziam que a "Ilha da Serpente", no Mar Vermelho, era vigiada por guardiães que matavam livremente quem roubasse pedras sem autorização. A crisólita era minerada após o anoitecer, quando se revelava por sua radiância: o lugar era marcado e os mineradores voltavam no dia seguinte para retirá-la.
* Diz-se que a Crisólita incrustada em ouro, dissipa os terrores da noite. Sua reputação de espantar espíritos malignos, provavelmente deve-se em parte à sua associação com o sol, cujos raios de vida dispersam os poderes da escuridão.